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1 jun 2010

Jovem em pauta no Ceará ( 01/ 06/2010)

 Jovens que praticavam assaltos na Santos Dumont são baleados

Dois jovens de 16 anos foram baleados, ontem à noite (31) , por um advogado que reagiu ao assalto. Os adolescentes foram encaminhados para o Instituto José Frota (IJF). Um foi atingido no pescoço, e está em estado grave, e o outro na mão.

O advogado, vítima do assalto, se apresentou no 2º DISTRITO (Aldeota) e apresentou o seu porte de arma. Segundo a polícia, os adolescentes praticavam assaltos na região há duas semanas.

Para mais informações acesse: http://bit.ly/9Q9aqY

1 junho, 2010 em 10:11 por Catavento

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1 jun 2010

Jovem em pauta no Ceará (01/06/2010)

MEC divulga Boletim de desempenho no Enem

Ministério da Educação divulgou ontem o boletim de desempenho dos estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem). Os resultados estão disponíveis no site do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep).

Estão disponíveis as notas de cada prova – ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática – além da redação.  A partir da nota, o estudante poderá saber em que instituição poderá se matricular. Confira o resultado no site http://www.inep.gov.br

Matéria completa em: http://bit.ly/cbNrGU

1 junho, 2010 em 10:07 por Catavento

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1 jun 2010

Jovem em pauta no Ceará ( 01/ 06/2010)

Vacinação contra a gripe A( H1N1) termina amanhã

Para conseguir cumprir as metas de vacinação dos grupos de gestantes, jovens de 20 a 29 anos e adultos de 30 a 39 anos, o Ministério da Saúde disponibiliza até amanhã (2) a vacinação contra a gripe suína.

Vale lembrar que a vacinação não é a única forma de prevenção. Ações comuns como lavar as mãos, cobrir o nariz ao tossir e não compartilhar copos, talheres e toalhas de uso pessoal também sâo formas de se previnir do vírus H1N1.

Para ler a matéria completa acesse: http://bit.ly/aCoYBg

1 junho, 2010 em 9:53 por Catavento

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8 abr 2010

Novas Faces do Teatro José de Alencar

Recortes cênicos do dia-a-dia dos jovens atores

Recortes cênicos do dia-a-dia dos jovens atores

No ano de celebração dos 100 anos do Theatro José de Alencar, as comemorações já iniciaram a todo vapor. Os jovens do Curso Princípios Básicos de Teatro (CPBT), turma manhã-2009, estão dedicando o seu tempo para ensaiar o espetáculo de conclusão do curso, que será em homenagem ao Teatro.

O papel do jovem ator para a sociedade vai além de pesquisar textos e interpretar papéis, eles têm a missão de serem instrumentos da educação. Para embarcar nesse universo cênico é preciso está preparado e disposto, pois é necessário muita dedicação e estudo. “O ator, seja ele qual for, possui uma sensibilidade diferente das outras pessoas, pois a arte o edifica e ele busca mudar o mundo.”, falou Israel Guily.

A realidade da grande maioria dos jovens atores desse curso é muito complicada, pois eles enfrentam dificuldades dentro de casa. Muitos deles não recebem apoio dos familiares e estão sujeitos a pressões diversas contra essa atividade. Na escola e na universidade, a visão dos amigos a respeito do fazer teatro é bastante diferenciada. Segundo os atores, alguns colegas perguntam do que eles vão viver, e outros quando eles estarão na Rede Globo. Essas opiniões conflitantes tornam para eles um desafio mostrar que para ser bem sucedido não é preciso atuar na televisão e que é possível se sustentar somente com essa prática.

Outro motivo de descontentamento entre os jovens atores é em relação ao apoio financeiro que instituições e empresas disponibilizam para o incentivo à essa arte, que é muito insatisfatório, tendo em vista a demanda de projetos. Por isso que muitos atores, além desse ofício, têm outra profissão. “Hoje, temos pouquíssimos investimentos nessa área da cultura, é difícil construir um espetáculo sem ter renda, como compramos figurino, cenário e outras necessidades cênicas. Para ter uma noção, fizemos até um porquinho para pagar a passagem de alguns atores que não têm dinheiro para vir aos ensaios.”, contou Zezé Morais.

As queixas sobre as dificuldades no teatro são muitas, uma delas é a falta de reconhecimento do valor do ator. Porém, apesar de muitas questões precisarem mudar, os jovens atores estão motivados a seguir essa carreira e buscar a cada dia aprimorar suas técnicas. Uma pesquisa anual recente do Teatro José de Alencar apontou um crescimento de 33,2% no número de jovens que estão freqüentando cursos, oficinas e visitações ao teatro.

O teatro é uma forma de comunicação antiga, que ainda encanta a muitos jovens e por isso deve ser cultivada. Um espaço não só de construção de peças teatrais, mas de grandes amizades, vivências e com importante papel educativo na sociedade. “O teatro me dar às possibilidades de criar, reinventar e impulsiona-me a viver e ver que o mundo pode ser sempre melhor, basta o jovem ser protagonista de sua história e se engajar com unhas e dentes em tudo o que busca e faz.”, falou a professora do curso Juliana Veras.
Por André Thé

8 abril, 2010 em 10:46 por Catavento

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24 mar 2010

Futebol americano ganha força no Ceará

O futebol americano tornou-se, há quase oito anos, uma alternativa de esporte para os cearenses. O que antes era apenas tema de filme transformou-se em realidade no Ceará. Através da iniciativa de um grupo de amigos que desejavam disputar o mesmo esporte, nasceu, no dia 28 de agosto de 2002, o Ceará Cangaceiros, a primeira equipe de futebol americano do Nordeste. De acordo com o analista administrativo Diego Lima, 23 anos, treinador e um dos fundadores do Cangaceiros, encontrar atletas foi uma grande dificuldade, principalmente em razão do preconceito que associa o esporte à violência. No entanto, segundo cálculos do treinador, até 2007, 200 pessoas já haviam passado pelo time.

Durante quatro anos, o Cangaceiros não disputou partidas contra outras equipes, isto porque só em 2006 outros times começaram a surgir no Ceará. Neste período, os jogadores treinavam entrei si e ensinavam o esporte para os novatos. Diego, que era atleta de vôlei antes de se envolver com futebol americano, disse que o ensino dos fundamentos e das regras do esporte é oferecido a todos os jovens que começam sem nenhum conhecimento. Para aprender, chegam pessoas de todas as idades, porém, a grande maioria concentra-se na faixa etária de 18 a 24 anos. Atualmente, o Cangaceiros conta com 46 atletas. Para treinar, a equipe realiza uma parceria com a Faculdade Integrada do Ceará (FIC). “Utilizamos os campos, as piscina, a quadra, a fisioterapia e a musculação, assim como as salas de aula para palestras e workshops. Nosso retorno é de publicidade, desde então passamos a nos chamar FIC Cangaceiros”, disse o treinador.

Em 2008, foi realizado o primeiro campeonato nordestino, o “NE BOWL”, do qual o Cangaceiros tornou-se campeão. No Ceará, a organização do esporte é recente. A Federação Cearense de Futebol Americano (FCFA) foi criada em novembro de 2008 e oficialmente registrada em agosto de 2009. Hoje, a Federação conta com seis equipes afiliadas (Ceará Cangaceiros, Dragões do Mar de Fortaleza, Jaguars Fortaleza, ASR Gladiadores, Ceará Artífices e Fênix Ceará). Os times são exclusivamente masculinos, porém, o futebol americano feminino já chegou a ser praticado no estado, através do projeto de um time que se chamava Iracemas, entretanto, a equipe não está desenvolvendo atividades.

Em 2009, também foi realizado o primeiro campeonato cearense, o CE BOWL, conquistado pelos Dragões do Mar. De acordo com o presidente da FCFA, Napoleão Araújo, 25 anos, o CE BOWL foi bancado pela própria federação e pelas equipes participantes, isto porque havia pouco tempo para procurar patrocinadores. Para 2010, a Federação traçou novas metas. “Os objetivos da FCFA serão realizar um curso de formação de árbitros, aberto ao público em geral que seja interessado no esporte e realizar o CE Bowl 2010 com mais tranqüilidade, parcerias e patrocinadores, a fim de disseminar mais ainda a prática do esporte no estado”, disse Napoleão.

Por André Ítalo Rocha

24 março, 2010 em 12:22 por Catavento

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12 mar 2010

Compartilhar na web, uma forma de comunicação

16032010(001)O uso da internet cresce na medida em que a necessidade de interação aumenta entre os jovens. Fronteiras entre o espaço privado e o virtual ficam cada vez mais tênues nesse processo

Tecnologias da informação. Essa é uma das expressões mais utilizadas atualmente quando se fala em internet. Torna-se cada vez mais fácil, não só obter, mas produzir informação no mundo virtual. Comunicação, entretenimento, interação, inovação, tudo isso parece estar agregado ao uso da web para aqueles que se utilizam das inúmeras possibilidades oferecidas por esse meio de comunicação.

Não é por acaso que o Brasil tem se destacado no que se refere ao número de acessos à internet. Em relação a outros países da América Latina, a quantidade de internautas tem aumentado. Um dos motivos se deve, principalmente, ao crescimento do número de jovens, entre 16 e 24 anos, interessados em se comunicar através da web. Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, em 2008, revelou que o número de pessoas acima de 16 anos que acessa a Internet chegou a 64,5 milhões e que esse número só tende a crescer.

A TV ainda é a principal fonte de informação para os jovens (36%), segundo a pesquisa, mas a internet já chegou bem perto (26%). O tempo médio que os jovens passam navegando na rede é de duas horas e meia por dia. Os sites acessados são bem variados, mas os chamados “sites de relacionamento” parecem sempre ganhar a preferência. Redes sociais como Orkut, My Space e Facebook possuem percentual de 81% da preferência entre os jovens, ficando na frente até dos sites de notícias (79%).

Se conectar a essas redes, para o jovem, parece não ser mais uma atitude de mero espectador. A participação e a interação na web são possibilidades cada vez mais abrangentes. De acordo com a pesquisa, 58% dos jovens que acessam a internet já inseriram algum tipo de conteúdo na internet. Para a psicóloga e doutora em sociologia, Danielle Passos, isso se deve ao desenvolvimento das tecnologias da informação. “A partir do momento que elas (tecnologias da informação) se expandem, elas apresentam pro sujeito uma possibilidade muito interessante de interação, de um contato em tempo real, principalmente no que equivale a um encurtamento das distâncias”, diz a psicóloga.

A estudante universitária, Laila Cavalcante, 21 anos, que escreve para o blog www.manicstreetjournal.wordpress.com, é um exemplo desse novo jovem que sente necessidade de compartilhar opiniões e interesses na web. “No dia que criei o blog, eu devia estar ou muito entediada ou muito animada, querendo compartilhar as coisas com os outros.”, diz a estudante. Há seis meses ela resolveu criar sua página na internet, que alimenta com material diverso, de acordo com seus gostos pessoais. “Informações extremamente banais, como cabelo quebrado e falta de vitaminas. Os posts do blog são sobre qualquer coisa, vai de política a meu querido diário, passando principalmente por música”, completa.

Foi também com essa necessidade de interação que Ranniery Mello, 19 anos, estudante universitário, criou sua conta no site de relacionamentos Twitter (@ranniery). Além de procurar se manter informado através do site, Ranniery utiliza a ferramenta como forma de entretenimento. Suas postagens na rede se referem, principalmente, a programas de televisão. “Eu posto o que eu estou fazendo na hora. Como passo maior parte do tempo vendo televisão, eu vou comentar no twitter sobre isso, que é o que eu gosto.”, conclui o estudante.

Para a psicóloga Danielle Passos, todavia, o jovem que se utiliza dessas ferramentas da web ainda está desprovido de uma devida reflexão sobre o assunto. A especialista alerta para o fato de a fronteira entre o espaço privado e o da internet não ser bem compreendida pelos jovens. “Eles ocupam esse espaço sem saber muito bem quais as conseqüências. A pessoa pode estar sujeita a responder pelo que ela divulga na internet, e o jovem não tem muito essa noção”. Danielle ainda comenta que esses sites de relacionamentos não são suficientes para suprir as necessidades de comunicação do jovem. Para ela, os contatos na web são de natureza superficial. “Se você tem dez mil amigos no Facebook, no Orkut, todas essas redes, isso não quer necessariamente dizer que faz parte de uma vida social mais desenvolvida.”, finaliza a psicóloga.

Por Isadora Meneses e Raiana Soraia

12 março, 2010 em 17:38 por Catavento

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11 mar 2010

Feira da Música abre inscrições para a edição de 2010

Banda Alegoria da Caverna já se apresentou em cinco edições da Feira da Música

A banda Alegoria da Caverna irá se apresentar na 9ª Feira da Música

Estão abertas, até o dia 19 de março, as inscrições para grupos e artistas musicais solo de todo o Brasil (com exceção de Fortaleza) interessados em participar da 9ª edição da Feira da Música. O evento, que acontece de 18 a 21 de agosto em Fortaleza, abordará a temática “um novo olhar para o Nordeste” e “outro para a América Latina”, buscando a integração da música em um nível regional e continental. Para as bandas da capital cearense, as inscrições ocorrerão de abril a maio, nas chamadas “Pré-feiras”, onde haverá shows de grupos locais no Centro Cultural Banco do Nordeste.

A Feira da Música, que já se consagrou como pólo de discussão, divulgação e intercâmbio de produções musicais, possui espaços de shows, oficinas, painéis, workshops, exposições, conferências, lançamentos e rodada de negócios. O objetivo do evento cultural é agregar e fortalecer os músicos no Brasil, dinamizando os negócios na área da economia criativa e criando estratégia de escoamento de produções. A intenção da feira é que os músicos possam trocar experiências, fazer contatos e divulgar o seu trabalho.

Helton Atilas, 22 anos, vocalista da banda cearense “The Drunks, Baby!” (www.myspace.com/thedrunksbaby), afirma que o evento tem sido importante para jovens músicos que desejam se promover no cenário musical. “É um espaço muito bom porque é um evento que tem empreendedorismo. Não é só ir lá e tocar, você pode aprendermuita coisa sobre como empreender a sua banda”, diz o músico.

O vocalista é estudante de música pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e também professor de inglês. Ele participou ano passado da Feira e pretende se inscrever novamente com a banda esse ano. Os planos é que o grupo, formado por, além de Helton (voz e guitarra), Christopher Jimy (bateria), Nathiara (guitarra) e Shyco Martins (baixo), grave seu primeiro CD e siga para São Paulo até o final desse ano, a fim de divulgar o trabalho.

“The Drunks, Baby!”, que começou “só por brincadeira”, e se firmou em 2007, agora já faz sucesso em várias casas de shows de Fortaleza. O vocalista do grupo afirma que o Ceará não é dos lugares mais propícios para seguir uma carreira musical. Daí a importância de um evento como a Feira da Música, para as bandas terem a oportunidade de se promover a nível nacional.

Jolson Ximenes (JolsonX), baixista da banda “Alegoria da Caverna” (www.myspace.com/alegoriadacaverna), iniciou sua carreira musical com a mesma idade de Helton Atilas, 22 anos, quando cursava a faculdade de música da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Hoje, com dez anos de banda, JolsonX concorda com Helton no que diz respeito ao desenvolvimento de bandas que permanecem restritas ao cenário local. O conselho do artista é que o grupo se esforce para se promover nacionalmente e conquistar novos públicos. “Quando se torna uma coisa maior, a banda leva isso para todo o Brasil, podendo mostrar seu som em outros lugares”, diz o baixista.

De acordo com JolsonX, a Feira da Música pode ser de grande auxílio, se as oportunidades oferecidas pelo evento forem bem aproveitadas. “Você achar que aqueles 40 minutos de apresentação da Feira da Música vão te dar tudo é estar tapando os olhos pro óbvio. O fundamental da Feira é vender o seu produto, a sua arte, a sua música, fazer com que ele seja conhecido”, destaca o artista.

A banda, formada por JolsonX, Miguel Basile (guitarra), Wilker D´Angelo (bateria) e Luiz Alberto Viana Pinto (guitarra, voz e violão), participou de pelo menos cinco edições da Feira e vai se inscrever novamente esse ano. O grupo aposta nas vantagens que a Feira proporciona. Graças a competições anteriores promovidas pelo evento, a Alegoria da Caverna foi vencedora de eliminatórias que valeram à banda uma apresentação, em 2003, no palco principal do Festival Ceará Music. A banda, em seus dez anos de carreira, acumulou experiências como a gravação de um CD, apresentações em programas de televisão em rede nacional, além de ter sido a primeira banda cearense a gravar um clipe em animação.

Tendo passado por todas as dificuldades inerentes há um grupo musical independente, o conselho que o baixista dá aos jovens que desejam ser músicos é que “toquem, toquem e toquem”. Para o instrumentista, participar de eventos como a Feira da Música é fundamental para estar sempre “mostrando o seu trabalho”.

A Feira da Música, dos dias 18 a 21 de Agosto, terá programações gratuitas distribuídas em cinco locais de Fortaleza: o Centro de Negócios do Sebrae-Ce, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o SESC SENAC Iracema, o Centro Cultural Banco do Nordeste e Shopping Solidário Bom Mix. Para se inscrever na programação ou para obter mais informações sobre a Feira, acessar o site do evento. www.feiradamusica.com.br.

Por André Thé e Raiana Carvalho

11 março, 2010 em 12:47 por Catavento

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11 mar 2010

Nine: O musical mais esperado do ano não empolga.

Foto_nine Os jovens estagiários da Agência Torpedo se reuniram, na sexta feira dia 26, para mais um encontro cultural, dessa vez para assistir ao filme ‘Nine’.

Dirigido por Rob Marshall, diretor do ganhador do Oscar ‘Chicago’, com um orçamento milionário e cheio de estrelas de Hollywood, o filme tinha tudo para ser um sucesso garantido, contudo é apenas um festival de homenagens e de números musicais que não empolgam.

O musical conta a história de Guido Contini, interpretado por Daniel Day- Lewis, um experiente cineasta que passa por uma crise em sua carreira, depois de produzir um fracasso atrás do outro. Guido está preparando o seu mais novo filme, ‘Itália’, ao mesmo tempo em que é atormentado por todas as mulheres que passaram em sua vida: a esposa, a amante, a musa, a mãe, entre outras.

Alguns personagens do filme são totalmente dispensáveis, como o de Sophia Loren, que faz o papel da mãe de Guido. Os números musicais da atriz são monótonos e sem razão de ser, sua personagem parece ter sido construída apenas para homenagear Sophia, ao invés de contribuir, de alguma forma, para o desenvolvimento da história.

Os únicos momentos do filme que realmente valem a pena assistir são os que têm a presença de Marion Cotillard, no papel de esposa de Guido. A atriz faz uma ótima interpretação de uma mulher traída, que largou a carreira para se dedicar ao marido. As suas performances musicais são, sem dúvidas, as melhores.

Enfim, Nine vem confirmar que não há estrela e dinheiro que salvem um filme com uma história ruim. Parece que o diretor Rob Marshall passa pela mesma crise de criatividade do seu personagem principal, Guido.

Por Isadora Rodrigues

11 março, 2010 em 11:35 por Catavento

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11 mar 2010

Qual o maior desafio: passar no vestibular ou terminar uma faculdade?

O vestibular é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem. Essa obsessão pelo assunto é instigada pelos pais e, desde muito cedo, o tema passa a fazer parte do cotidiano de muitas famílias brasileiras.

Estabelecer a aprovação em determinado curso como a “meta da vida” de um jovem pode ser um fardo muito grande para pessoas de tão pouca idade. Esse processo deve ser encarado com responsabilidade, mas sem exageros. Para a estudante Jéssica Medeiros (17), o ano do vestibular “é o ano de mais responsabilidade e de maior amadurecimento. Não vejo como um peso, mas como um dever de provar que todos os anos de estudo valeram a pena”, diz Jéssica.

Alguns estudantes se esforçam ao máximo para concorrer a uma vaga na universidade e não tem certeza sobre a escolha do curso. Muitas vezes, optam pela graduação de menor concorrência por ser mais fácil de passar. Essa atitude não é aconselhável, pois o resultado virá no futuro, com profissionais frustrados e sem amor pela profissão.

Polêmicas a parte, o certo é que quase todas as pessoas têm que enfrentar o desafio do vestibular e, além da dedicação aos estudos, é preciso cuidar para que a tensão, a ansiedade e o medo não ponham tudo a perder. Contudo, mesmo com muito esforço, o estudante não é aprovado para o curso desejado. De nada adianta os pais ficarem brigando e mostrando uma grande decepção e frustração com seus filhos, afinal eles também estão tão ou mais desapontados que seus ascendentes.

A melhor maneira de lidar com isso é sentar e discutir estratégias que possam ajudar os estudantes a cumprirem suas metas. Alcançado o objetivo, uma etapa muito mais difícil estará por vir: a faculdade.

Antes do ingresso na universidade, existe o mito de que tudo estará resolvido depois da aprovação no vestibular. Os pais param de cobrar os estudos, os professores chatos não serão mais vistos e o colégio estará somente no passado. Porém, depois dessa pressão feita pelas escolas afim de mais aprovações dos alunos no vestibular, esse mito deixa de existir.

A universidade é um campo cheio de opções. Além de estar fazendo o que gosta dentro do ambiente acadêmico, há mais liberdade para tomar decisões e fazer escolhas. O problema é que o jovem não é acostumado pela escola e pela família com essa liberdade, deixando-o meio perdido no início dessa nova fase.

É notório que existe um número elevado de estudantes que perdem o foco do seu curso. As oportunidades são tantas que a faculdade é deixada de lado para dar lugar a outros afazeres. Alguns alunos começam a estagiar muito cedo e esquecem aquilo que deveria ser prioridade, o curso. Com os benefícios financeiros, aos poucos, os jovens vão estudando e freqüentando menos à faculdade. Outros precisam conciliar trabalho e estudo, mas nem sempre é uma boa combinação. O trabalho deixa o estudante cansado e sem disposição para freqüentar as aulas.

A verdade é que passar no vestibular é o começo de muitos caminhos. Nessa diversidade de opções somente uma pequena parcela exerce a profissão desejada e acabam por se tornar exemplos de profissionais qualificados.

ENTREVISTA

Gustavo Holanda, 25 anos, estudante de “Publicidade e propaganda” da Universidade de Fortaleza (Unifor), ingressou no curso em 2003 e planeja se formar este ano. Em entrevista, ele fala sobre as dificuldades de permanecer na faculdade e concluir a graduação.

Agência Torpedo: Houve muitas mudanças de como você via a faculdade antes de começar o curso e depois de sete anos?

Gustavo: Com certeza! Antes, eu achava que iria aprender o ofício da propaganda. Sair de lá sabendo o que eu precisava para ter sucesso na profissão. Hoje, vejo como um lugar de produção de conhecimento e experimentação. É na faculdade que você estuda e analisa coisas que não poderia avaliar no mercado. Para mim, é um lugar de descobertas.

Agência Torpedo: Por que você não se formou no tempo previsto?

Gustavo: Eu comecei a trabalhar em uma campanha política quando estava no 4º semestre de Publicidade e Propaganda. Nesta época, já havia feito dois anos do curso e já tinha certa experiência. Passei um ano nesta campanha e tranquei a faculdade. No ano seguinte, voltei e estava trabalhando na Prefeitura de Caucaia, que não atrapalhou, mas ocupava bastante o meu tempo livre. Depois, complicou bastante quando entrei na Agência Público, porque me matriculava em quatro cadeiras, enquanto a grade era seis e terminava o semestre fazendo só uma e trancando as outras. A partir daí, a faculdade ficou em segundo plano e dificultou para eu me formar.

Agência Torpedo: O que você aconselha para as pessoas que estão começando seu curso agora?

Gustavo: Meu conselho é dar prioridade à faculdade. Quando eu era mais novo não tinha muita noção. Só pensava em ganhar dinheiro, independente de fazer o curso direito. Mesmo que apareçam propostas irrecusáveis, só se deve aceitar caso dê para conciliar, mas se não, acaba não valendo a pena. O tempo que eu perdi dando prioridade aos trabalhos que surgiam hoje está me fazendo falta.

Por Camille Viana e Isadora Meneses

11 março, 2010 em 11:24 por Catavento

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5 mar 2010

Invictus, racismo e rugby no país de Mandela

Morgan Freeman e Matt Damon são protagonistas do filme

Morgan Freeman e Matt Damon são protagonistas do filme

Para muitos, o filme “Invictus”, que estreou no Brasil dia 29 de janeiro, pode ter sido apenas uma biografia de Nelson Mandela ou mais um daqueles filmes de esporte em que o time do protagonista sai vencedor de forma heróica, mas não, o filme “Invictus” teve um significado bem maior: a capacidade do esporte de unir um país.

Antes de qualquer análise mais aprofundada, é válido lembrar que o filme de Clint Eastwood, que também dirigiu “Menina de Ouro”, é baseado em fatos reais, ou seja, a história não foi criada para emocionar o público, ela já existia. Ao contrário do que muito se ouve falar a respeito de “Invictus”, ele não chega a ser, de fato, uma biografia de Mandela, isto porque o filme se passa desde a posse de Mandela, em 1994, até a Copa do Mundo de Rugby, em 1995, excluindo boa parte da vida do líder sul-africano.

Em 1994, a África do Sul vivia um período de muita tensão no país, o fim do Apartheid ainda era recente. Com a posse de Mandela, interpretado pelo brilhante Morgan Freeman, uma guerra civil entre negros e brancos estava próxima de estourar. E é, através da seleção de rugby do país, que Mandela evita esta guerra e promove a união racial na África do Sul.

“Invictus” mostra que o esporte pode ser uma eficiente ferramenta de integração social. No filme, acontece algo parecido com o que se vê nos estádios de futebol do Brasil. Nas arquibancadas, é comum encontrar pessoas de classes sociais totalmente diferentes torcendo juntas pelo mesmo time e se abraçando no momento do gol.

Matt Damon interpreta François Piennar, capitão, principal jogador da equipe e filho de um racista. No filme, negros e brancos se unem para torcer pelo time de Piennar na Copa do Mundo de Rugby, competição na qual a África do Sul era sede, mas longe de ser uma das favoritas ao título. No entanto, “Invictus” esconde um pouco a realidade da África do Sul em relação à questão racial, pois a união entre brancos e negros não foi consolidada em 1995 como sugere o filme, as divergências ainda duraram por um bom tempo e ainda existem.

Para quem se prende a detalhes, duas coisas chamam a atenção no filme. A primeira é o inglês típico da África que Matt Damon e Morgan Freeman tiveram que aprender, e segundo é o hino sul-africano, onde cada estrofe é cantada em um idioma diferente, pois na África do Sul há 11 idiomas oficiais.

Por André Ítalo Rocha

5 março, 2010 em 17:59 por Catavento

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10 fev 2010

Exploração Sexual. Realidade cearense? Revoar.

Revoar_a_certa Inspirada livremente na obra “Esta propriedade está condenada” de Tennesse Willians, “Revoar” aborda o universo da exploração sexual  de crianças e adolescentes de  maneira pós-dramática. Essa peça surgiu através da iniciativa de um grupo de estudantes, o Grupo de Pesquisas e Experimentações Teatrais (GPET) do Instituto Federal do Ceará (IFCE), o antigo Cefet. O objetivo dos atores Raissa Starepravo e Danilo Castro e do diretor Andrei Bessa é mostrar através das artes cênicas a realidade cearense que é bastante negligenciada.

Wille, uma menina de treze anos, mora sozinha em um casarão, perto do trem, e sobrevive através das gorjetas que recebe por dormir com os homens da ferrovia. Através de Flashbacks, Wille, conta sua história a Tom trazendo à tona suas recordações confusas de um abuso sexual. Ela luta para se equilibrar nos trilhos de uma vida conturbada e sem regras. Tom mostra que também vivenciou situações semelhantes. Juntos, os personagens tentam redescobrir seus mundos, verdades, dilemas, identidades e fantasias.

O espetáculo é uma maneira poética de falar de um assunto tão maquiado por governantes cearenses, mas é tratado no palco de forma corajosa e intrigante.  O enredo é de grande caráter simbólico e bastante híbrido devido ao entrelaçamento de relembranças e questionamentos factuais, além da polissemia do nome Revoar que significa: tornar a voar, voltar ao ponto de partida; exigindo bastante atenção e empenho da plateia. Com maior liberdade cênica, os atores criam e recriam cenas de uma colcha de retalhos às vezes desconexa. Uma peça engajada, crítica, contemporânea, pretensiosa e bem-sucedida no que se propôs em passar.

Serviço:
O quê: Revoar
Quando: 11, 18 e 25 de fevereiro de 2010 (quintas), às 20h
Quanto: R$ 10,00 / R$ 5,00
Onde: Teatro Sesc Iracema (Rua Boris, 90 C – Praia de Iracema)
Mais informações: Andrei Bessa (85) 8727.2593

Por André Thé

10 fevereiro, 2010 em 11:00 por Catavento

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12 dez 2009

Plantio sustentável em Iguatu

Uma experiência inovadora na agricultura do centro-sul do Ceará

Seu Zezinho prioriza a diversidade do cultivo

Seu Zezinho prioriza a diversidade do cultivo

O instituto Elo Amigo oferece, como um dos seus projetos, a formação dos agricultores de Iguatu e das cidades vizinhas, através de técnicas que não agridam ao meio ambiente. O curso, que dura cerca de 20 h/aula, é ministrado por técnicos agrícolas aos pequenos proprietários de terra da região e orienta que estes não utilizem queimadas e agrotóxicos no solo, pois tratam-se de processos que danificam a terra a longo prazo.

Um dos agricultores do projeto, José Gomes Freire, mais conhecido como seu Zezinho, alterou significativamente o modo de plantio em sua propriedade. Ele trocou a monocultura pela diversidade de sementes e aboliu o uso de agrotóxicos e de queimadas, substituindo-os por inseticidas orgânicos. Atualmente, seu terreno tem o plantio de feijão, cenoura, alface, e cheiro verde, dentre outras plantas.

“A gente trabalha para suprir nossas necessidades e para manter a nossa comunidade”, diz Seu Zezinho. Ao observar essa afirmativa, pode-se notar que não foram só as técnicas agrícolas desse proprietário que mudaram, mas sim a sua própria percepção de organização social.

Por Caroline Brito

12 dezembro, 2009 em 13:25 por Catavento

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12 dez 2009

Comunidade do sr. Zezinho é referência em agroecologia familiar

12 dezembro, 2009 em 13:20 por Catavento

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12 dez 2009

Instituto Elo Amigo: Estimulando o protagonismo juvenil e a agroecologia familiar

morador que  planta produtos orgânicos

morador que planta produtos orgânicos

O Instituto Elo Amigo foi criado em 2001 e atua na Microrregião do Médio Jaguaribe, nas cidades de Acopiara, Quixelô, Jucás e Orós. Essa região faz parte do semi- árido cearense e tem uma população de aproximadamente 193 mil habitantes, sendo 28% composta por jovens.

Um dos principais objetivos do Instituto é implantar um novo modelo de desenvolvimento, que reconheça e valorize o potencial do jovem. Isso é feito por meio de projetos, que são sugeridos e executados pelos jovens da região.

Outro projeto do Elo Amigo é o desenvolvimento da Agroecologia Familiar na região do Médio Jaguaribe, estimulando a plantação de produtos orgânicos. Segundo o técnico agrícola João Ricardo Lemos, a agricultura orgânica é o inverso da latifundiária, pois ela é marcada pela diversidade de culturas e pelo uso de adubos naturais, que não agridem o meio ambiente.

O Elo Amigo realiza oficinas de capacitação com cerca de 490 moradores. As oficinas têm duração de 16 horas, nessas oficinas os moradores aprendem técnicas de plantação de produtos orgânicos e recebem uma educação ambiental. “Das 490 famílias que participam das oficinas, quase 80% adotam o plantio ecologicamente correto”, disse João Ricardo.

Além de desenvolver o protagonismo juvenil e a agroecologia familiar, o Instituto Elo Amigo também estimula a democracia participativa, a cultura local e o acesso democrático a tecnologias de informação e comunicação.

Por Isadora Rodrigues

12 dezembro, 2009 em 12:00 por Catavento

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12 dez 2009

Fundo de Apoio beneficia projetos de jovens no médio Jaguaribe

19Dentre os vários projetos que o Instituto Elo Amigo realiza, um que tem dado certo é o Fundo de Apoio a Projetos de Jovens. Com a proposta de incentivar projetos realizados por jovens na região do Médio Jaguaribe, o programa procura dar o primeiro incentivo financeiro aos jovens empreendedores.

O programa é apoiado pelo Conjunto Integrado de Projetos (CIP), da Fundação Kellogg. A Fundação fornece financiamento para os vários projetos, que são devidamente selecionados a partir de editais. A proposta é articular, integrar e apoiar vários grupos de jovens da região, a fim de que elaborem ações conjuntas que promovam o desenvolvimento humano, local e sustentável de onde atuam.

Cada projeto recebe do Fundo em torno de R$ 1.500 a R$ 2.000, como primeira iniciativa para colocar o projeto vislumbrado em prática. O Fundo de Apoio, junto à Fundação Kellogg, acompanha o processo de desenvolvimento dos projetos, num período de 6 meses. Além dos relatórios que cada grupo deve fornecer periodicamente sobre suas ações, são realizadas reuniões freqüentes, em que cada grupo apresenta como as ações têm sido realizadas. Ao final, realiza-se o “encontrão”, articulando todos os projetos numa grande reunião, em que são realizados espetáculos e mostras promovidas pelos diversos grupos beneficiados.

O programa já está no segundo edital, em que 14 projetos receberam o benefício do Instituto. Na última reunião realizada,  no dia 05 de dezembro, representantes de Jucás, Iguatu, Cariús e Guaraciaba apresentaram o desenvolvimento de seus projetos. Os projetos Forno Quente, Esporte e Cidadania, Teatro Formativo, Preservação Ambiental e Academia de Caratê são exemplos de alguns projetos que estão sendo realizados nas diversas regiões, sempre de acordo com as dimensões social, política, cultural, econômica e ambiental do local. Apesar de o incentivo parecer pouco, os projetos têm se desenvolvido bem, através de parcerias, apoio da comunidade e contenção de gastos, sem perder o foco das propostas iniciais de desenvolvimento.

Os planos para 2010 é que o Fundo de Apoio continue. Além de lançar o 3º edital, que contemplará mais projetos jovens, o objetivo é que o Fundo se torne uma política pública, para que estes tenham continuidade. A ideia é mobilizar os vários grupos apoiados pelo Fundo para um momento na Câmara Municipal, a fim de pressionar as Prefeituras Municipais para que dêem apoio a esses projetos, que já tem mostrado bons resultados em suas comunidades.

Por Raiana Soraia

12 dezembro, 2009 em 11:51 por Catavento

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